muitos retalhos

terça-feira, janeiro 31, 2012

Apetece escrever um...

... Diário de uma ausência!


(qualquer semelhança com qualquer livro é pura coincidência.)

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Um dia na cidade grande

Foi a muito custo que me levantei às 5 e picos da manhã para apanhar o expresso das 6.30 que me levaria a Lisboa. Motivo: formação. Abro a porta de casa e deparo-me com um frio cortante (mais ainda que no meu iglô-casa), acompanhado de um nevoeiro cerrado. Segui pelas ruas desertas e fantasmagóricas, banhadas pela luz amarela dos candeeiros, sempre com aquela névoa por companhia.
O expresso partiu. Os phones envolviam-me com Muse ao vivo em Wembley e, após o ar condicionado estar quase no ponto e a manta nos joelhos começar a fazer efeito, adormeci. Acordei com paisagens completamente ocultas pelo nevoeiro denso e adormeci de novo. Voltei a acordar e a chuva fustigava a vidraça da janela. "Ui, que tempo bom para percorrer a cidade a pé" - pensei.
Cheguei a Lisboa e corri para o metro. Tinha 45 minutos para chegar ao IPJ de Moscavide. E foi engraçado observar as cenas que, aqui na província, só assistimos nos filmes e na TV (e no Gosto Disto eheh): o metro, apinhado de gente, e os utentes a empurrarem furiosamente quem estava de fora, na tentativa de caber toda a gente. Não consegui entrar no primeiro, e fiquei "enlatada" no segundo. Mudança de linha, passo frenético dos meus companheiros de transporte e eis-me no Oriente. Em passo apressado, e paralelamente ao rio lá fui até Moscavide. O Goggle Maps diz-me que percorri 1 km. Voltei ao Vasco da Gama para almoçar, o que significa que fiz 4 km hoje!
Gosto de percorrer a cidade sozinha. Gosto do nervoso miudinho causado pela sensação momentânea de "será que é por aqui?". Enquanto deambulava, a minha imaginação produziu narrativas que entretanto se perderam. Recuei a memórias de dias agradáveis na cidade grande e senti saudade. Observei atentamente todas as pessoas e tentei imaginar histórias de vida. Gosto de observar a correria do povo. Gosto de observar a heterogeneidade, a miscelânea, os estilos. Gosto de fabular, cantarolar.... falar alto! Espreitei montras e tracei perfis de consumidores de espaços de restauração. Descobri uma livraria Almedina (a minha fonte de códigos judiciais!) e observei a movimentação do Campus de Justiça, magicando os casos, quem seriam os arguidos, as testemunhas, as famílias. Contemplei os edifícios envidraçados. Gosto de me imaginar num andar acima da dezena, numa assoalhada com parede envidraçada, a contemplar a vida nocturna de uma qualquer metrópole.
Vim de lá cansada. Satisfeita com a formação. Satisfeita com o "espairecer" em tempo de trabalho. Gostei do meu dia à beira-Tejo. Gostei de percorrer uma zona da cidade que frequento pouco. Gostei de reencontrar a senhora das castanhas do Jardim Zoológico que me desejou "muita sorte, menina!" Gostei de contrariar o frio com o meu capuz quentinho. Gostei do presunto bem salgado da sandes matinal...

sábado, janeiro 21, 2012

Ganda máquina

Quando ela surgiu, para mim, foi amor à primeira audição. Para a maioria nem tanto. Entretanto saltou para a ribalta devido a uma novela e temi a exaustão, dadas as vezes que esta é publicitada ao longo das emissões. Ainda assim, fica aqui, dos Amor Electro, "A máquina".

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Jamie Cullum, gosto!

Aqui ficam duas situações diferentes em que, ao vivo, ele interpretou "Cry me a River". Ainda não decidi qual prefiro.




terça-feira, janeiro 17, 2012

As pessoas doem!

Time to relax

Esta foi a minha compra musical de fim de semana. E sabe tão bem, no final do dia, em que a cabeça fervilha, os ombros vergam, o coração pesa..... Simultaneamente uma vontade de flutuar, de voar para longe, de abstrair de tudo e, por um lado, relaxar e desfrutar e, por outro, embarcar numa viagem de descoberta de cheiros, cores, sabores, mundos, realidades....
Ler, ouvir música... pequenos grandes prazeres.

sábado, janeiro 14, 2012

Para terminar a noite



Gosto particularmente desta full version, pouco conhecida.

Primeiro livro de 2012

Healing moments



Para muitos pode não ser nada de especial, mas para mim é algo muito especial. E pessoal.
Perdoem as legendas :S

"No need to argue"



Docemente inquietante

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Mais uma do baú de memórias: Zombie

Pedaços do dia

Dar apoio escolar desafia, desgasta, estimula, esgota... mas se estivermos atentos para além das necessidades dos alunos, cruzamo-nos com a satisfação da nossa própria necessidade. Assim foi, na minha primeira "aula" com um grupo do 10º ano. Pedi-lhes o manual para me inteirar da matéria e deparei-me com uma primeira página diferente do habitual. Lá, em jeito de "introdução", encontrei um poema e uma breve nota das autoras. Foi um pequeno oásis inesperado num dia longo, o qual partilho aqui um excerto (inclui o poema e o texto abaixo).

O Sonhador
O olhar alonga-se no horizonte longínquo
A bruma esfuma-se branco acinzentada
cintilante, o sonho resplandece.

Ao longe Fernão Capelo Gaivota
desenha no infinito a liberdade

As vagas alterosas elevam-se
na memória suspensa dos tempos passados

a quimera transpõe o limite luminoso.

Inquieto o sonhador sorve a frescura da brisa
e impaciente espera.



A Vida é feita de sonho, aventura e busca de felicidade, porém a impaciência domina o ser humano, a insatisfação é constante... deseja-se a perfeição.

Dreams....



O meu final de noite trouxe-me a recordação desta música. Apropriada.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

01-01-2012: Foi assim o dia primeiro.

Parecia que seria noite eternamente. Parecia que teríamos uma noite de reveillon sem fim, com tempo para todos os jogos e brincadeiras e conversas e petiscos e reflexões. Sem cansaço, com energia sem fim, por entre gargalhadas e risos e o quentinho da lareira. Ah.... o quentinho da lareira...
Apercebi-me da chegada do amanhecer.... o baixar do tom efusivo das conversas, o dispersar, o sossegar, a comida fria, os copos largados.......... aquele torpor no raciocínio e nos membros, o frio agudizante, a claridade ténue que entrava pelas frinchas das janelas... era dia 1! Saí cá para fora, sentindo-me uma corajosa por abandonar o quentinho da lareira. Surpreendentemente não estava frio. Continuei por ali a observar o silêncio da natureza coberta por um suave nevoeiro.
Entrei de novo em casa. Calcei os ténis. Agarrei em sacos: "vou apanhar pinhas!"
E segui. Subi a estrada íngreme que conduz ao Acampamento e dirigi-me ao campo de futebol. Tinha de recolher as pinhas antes dos rapazes chegarem para o habitual primeiro jogo do ano, normalmente disputado ao nascer do dia e que vai até à exaustão. Concluí o trabalho e depressa me afastei das instalações. Corri toda a zona. Afastei-me dos rapazes, rumo ao verde e ao silêncio, e ao longe ouvia uma gargalhada esporádica, um incentivo, um protesto. Era o jogo. Eu continuei pela natureza dentro, com os ténis e as calças molhadas, cheia de sacos com pinhas que ia deixando em pontos estratégicos para depois recolher e apreciava.... aquele silêncio, aquele nevoeiro, aquele verde.... que paisagem tão bonita para se começar o ano. Sozinha, entregue aos meus pensamentos e devaneios, aproveitei ao máximo aqueles momentos. Gozei sem qualquer pressa. Tão só mas ao mesmo tempo tão bom, tão terapêutico.
Voltei. Pousei a longa fila de sacos na entrada. Descalcei os ténis, voltei às pantufas e acomodei-me no sofá à beira da lareira. Uma companhia concentrada no estudo, o crepitar da lenha, o saco-cama convidativo.... enrosquei-me numa bola de sono, entregue de novo aos sonhos e devaneios.
Adormeci.
Gostei do meu dia 1!